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Olá, sou brasileiro e moro na divisa do Estado de São Paulo com Minas Gerais, exatamente na curva do Rio Grande e numa volta de seu grande lago, na cidade turística de Guaraci de onde escrevo esse Blog. Sou formado em agronomia e nasci em 1952
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terça-feira, 17 de agosto de 2010

Se eu pudesse viver minha vida de novo *Pequenos textos, grandes significados

Poema adaptado de uma prosa de Don Herold, “I‘d Pick More Daisies” (Eu colheria mais margaridas) de 1953.

Don Herold (1889-1966) foi um humorista, escritor, ilustrador e cartunista estadunidense.






Versão 1 (mais lida nos EUA)Quando nos últimos dias de sua vida, Nadine Stair de Louisville, Kentucky, de 85 anos, foi perguntada sobre o que faria se pudesse viver sua vida novamente. Ela disse:

Se pudesse viver minha vida de novo, eu trataria de cometer mais erros na próxima vez. Seria mais relaxada. Seria mais flexível. Seria mais tola do que fui nesta viagem. Não levaria as coisas tão a sério. Correria mais riscos, conheceria mais lugares, escalaria mais montanhas, nadaria em mais rios. Tomaria mais sorvete, comeria menos vagem. Talvez tivesse mais problemas concretos, mas teria menos problemas imaginários. Afinal, fui uma dessas pessoas sensatas e equilibradas, horas e horas, dia após dia.

Tive meus momentos, é claro. Só que se tivesse de fazer tudo de novo, teria mais problemas assim. Na verdade, tentaria não ter outra coisa – apenas mais momentos, um depois do outro, em vez de viver tantos anos à frente de cada dia. Fui uma dessas pessoas que nunca vai à parte alguma sem um termômetro, uma bolsa de água quente, uma capa e um pára-quedas. Se pudesse fazer de novo, levaria menos coisas.

Se pudesse de viver minha vida outra vez, começaria a andar descalça mais cedo na primavera, e continuaria assim pelo outono. Eu iria a mais bailes, andaria mais em carrosséis, e colheria mais margaridas.

Poema atribuído à Nadine Stair
Mas, Nadine Stair e seus descendentes nunca reclamaram por direitos autorais sobre o poema, foram exaustivamente procurados e não encontrados.
Afinal, quem iria colher mais margaridas?
Pequeno histórico da polêmica sobre a autoria deste texto
Em 1975 – a prosa lírica “If I Had My Life to Live Over” (Se eu pudesse viver minha vida de novo) foi publicada pela Associação de Psicologia Humanista no Boletim Informativo de Julho deste ano, nos EUA, e em seguida em outras publicações como ‘The Family Circle’ (1978), e todas citam o texto como que de autoria de uma senhora de 85 anos de Louisville, Kentucky, chamada Nadine Stair. Você pode ver aqui:
http://www.ahpweb.org/pub/newsletter_archives/archive_pdfs/1975/07-75.pdf


Em 1989, esse poema, com pequenas alterações, foi publicado no México pela revista literária Plural (N. º 212, páginas 05/04), com o nome de "Instantes" onde por engano (?) teve sua autoria atribuída a Jorge Luis Borges. A revista Plural, fundada por Octavio Paz, como revista de grande prestígio, espalhou esta versão em espanhol por toda a America Latina, inclusive no Brasil (1995) quando ganha sua versão em português. O escritor gaúcho Moacyr Scliar sente-se parcialmente responsável por sua divulgação aqui dentro, por ter encontrado o texto em Buenos Aires e o publicado em português, no Jornal Zero Hora em Porto Alegre, depois na Folha de São Paulo. Mas, em seguida, fez questão de reproduzir o esclarecimento de Maria Kodama (mulher de Jorge Luis Borges) no jornal. Ela confirmou que o poema não era de Jorge Luis Borges. Veja aqui:
http://www.revista.agulha.nom.br/autoria.html#betty

Versão 2 (mais lida na América Latina)
Se eu pudesse novamente viver a minha vida,
na próxima trataria de cometer mais erros.
Não tentaria ser tão perfeito,
relaxaria mais, seria mais tolo do que tenho sido.

Na verdade, bem poucas coisas - levaria a sério.
Seria menos higiênico. Correria mais riscos,
viajaria mais, contemplaria mais entardeceres,
subiria mais montanhas, nadaria mais rios.
Iria a mais lugares onde nunca fui,
tomaria mais sorvetes e menos lentilha,
teria mais problemas reais e menos problemas imaginários.

Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata
e profundamente cada minuto de sua vida;
claro que tive momentos de alegria.
Mas se eu pudesse voltar a viver trataria somente
de ter bons momentos.

Porque se não sabem, disso é feita a vida, só de momentos;
não percam o agora.
Eu era um daqueles que nunca ia
a parte alguma sem um termômetro,
uma bolsa de água quente, um guarda-chuva e um pára-quedas e,
se voltasse a viver, viajaria mais leve.

Se eu pudesse voltar a viver,
começaria a andar descalço no começo da primavera
e continuaria assim até o fim do outono.
Daria mais voltas na minha rua,
contemplaria mais amanheceres e brincaria com mais crianças,
se tivesse outra vez uma vida pela frente.
Mas, já viram, tenho 85 anos e estou morrendo.

*poema erroneamente atribuído a Jorge Luis Borges


Em 1992, nos EUA, foi publicado o livro, If I Had My Life to Live over I Would Pick More Daisies (Se eu pudesse viver minha vida de novo eu colheria mais margaridas) onde Nadine Stair aparece como autora. Este livro, editado por Sandra Martz, pela editora LYGOR cita o poema como parte das publicações de ‘The Family Circle’, de 1978. O livro é uma coleção de poemas, histórias e fotos. Este livro, por sua popularidade, colaborou muito para estabelecer a aceitação geral de Nadine Stair como autora deste poema. E você ainda pode comprá-lo hoje, no site da Amazon.com, veja:
http://www.amazon.com/Life-Live-over-Would-Daisies/dp/0918949254


A partir de meados da década de 90, com a expansão da net (WWW) esse texto adaptado se espalhou pela rede, caiu no gosto popular, foi pulverizado e é encontrado em milhares de sites e blogs. Foi traduzido em vários idiomas e atribuído a vários outros autores, sofreu várias alterações, o que despertou o interesse pela procura do verdadeiro autor.

Em 2000, um estudo de Benjamin Rossen, pesquisador holandês de plágios, descobre e cita em seu trabalho “Who Would Pick More Daisies?” (Quem Colheria Mais Margaridas?), a autoria de Don Herold (1889-1966), publicado em 1953, pela Revista das Seleções do Reader's Digest, com o título de “I’d Pick More Daisies”. O texto de Don Herold é uma prosa um pouco mais longa e regida por um tom de humor irônico. Passou por algumas pequenas modificações ou para a adaptação a uma prosa poética e começa com a seguinte frase:
“Claro, você não pode ‘desfritar’ um ovo, mas não há nenhuma lei que te proíba de pensar nisso”. (e segue com) Se eu pudesse viver minha vida novamente...
Você pode ver aqui:
http://translate.googleusercontent.com/translate_c?hl=pt-BR&sl=en&u=http://www.livinglifefully.com/flo/floidpickmoredaisies.htm&prev=/search%3Fq%3DDon%2BHerold%2Bor%2Bnadine%2Bstair%26start%3D10%26hl%3Dpt-BR%26sa%3DN%26prmd%3Do&rurl=translate.google.com.br&usg=ALkJrhi7ZZiWlETsCSm8q-xhyMU2R7g4Cg

Veja mais aqui:
http://www.blassoc.com.br/bettyvidigaltextobg.htm


Assim, é considerado que no ano de 1975, alguém decidiu que seria melhor adaptar o texto de Don Herold para uma prosa poética para deixá-lo mais atraente. As autorias podem ter sido inventadas, talvez para sugerir mais autenticidade ao poema. Alguns críticos até desfizeram do poema, mas sua popularidade é incontestável e provada pela enorme quantidade de citações na Net. Vai daí que esse texto é até hoje bastante analisado, comentado e polêmico quanto a sua autoria, alguns até duvidam que tenha sido escrito pela primeira vez por Don Herold em 1953.

Quero colocar aqui uma observação sobre o conteúdo desse texto. Apesar da leveza que o poema arremete o leitor, através de suas palavras inspiradoras e figuras de linguagem, a prudência, é uma qualidade positiva, reconhecida por todos e importante em todas as etapas de nossas vidas. No poema, o centro da sensação de leveza ou de um certo alívio que sua leitura provoca, deve estar mais ligado ao excesso de preocupação produzido pela sociedade moderna, no acúmulo de pressões e por culpas exageradamente aumentadas por um meio de regras confusas e pouco saudáveis. Aliás, os sábios gregos já ensinavam as virtudes de um estado harmonioso (Sophrosyne) na formação de si mesmo: a temperança, a prudência, o bom senso e a moderação, como típicas de um estado de espírito saudável.




Pequenos textos,
grandes
significados

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Desiderata *Pequenos textos, grandes significados



Desiderata(do latim, desideratu: Aquilo Que Se Deseja, Aspirações)

By Ehrmann Max 1926

O filósofo, poeta e advogado norte-americano, Max Ehrmann (Terre Haute, Indiana, EU, 1872-1945) é descendente de imigrantes alemães originários da Baviera. O jovem Erhmann estudou na Terre Haute Fourth District School, em seguida, dedicou-se aos estudos de Filosofia e Direito na Universidade de Harvard, onde também foi editor da revista The Rainbow. Quando ainda estava em Harvard, publicou o seu primeiro livro, A Farrago, em 1898.

Sobre a vida e o trabalho de Ehrmann, foram escritos dois importantes livros: Max Ehrmann: "A Poet's Life", de autoria de sua esposa Bertha K. Ehrmann; e "Max Ehrmann, A Centennial Tribute", de Richard Dowell.

Bibliografia de Max Ehrmann: A Farrago, de 1898; antes de 1938: A Fearsome Riddle; A Prayer and Selections; Breaking home Ties; The Poems of Max Ehrmann; A Passion Play; The Wife of Marobuis; David and Bathsheba; Scarlet Women; Book of Farces; The Bank Robbery; The Plumber.

Mas, Ehrmann ficou famoso por seu poema em prosa ‘Desiderata’, que foi publicado por sua mulher, Bertha K. Ehrmann, no livro “The Poems of Max Ehrmann” de 1948.

Foi dito que o poema Desiderata, foi inspirado e incentivado pelo que Ehrmann descreveu em seu diário: "Eu deveria deixar um presente humilde - um pedaço de prosa - que pudesse alcançar os sentimentos mais dignos".

O poema em prosa:




















Desiderata
Siga tranqüilamente entre a inquietude e a pressa, lembrando-se de que há sempre paz no silêncio.

Tanto quanto possível sem humilhar-se, mantenha-se em harmonia com todos que o cercam.

Fale a sua verdade, clara e mansamente.
Escute a verdade dos outros, pois eles também têm a sua própria história.

Evite as pessoas agitadas e agressivas: elas afligem nosso espírito.

Não se compare aos demais, olhando as pessoas como superiores ou inferiores a você: isso o tornaria superficial e amargo.

Viva intensamente os seus ideais e o que você já conseguiu realizar.

Mantenha o interesse no seu trabalho, por mais humilde que seja ele, é um verdadeiro tesouro na contínua mudança dos tempos.

Seja prudente em tudo o que fizer, porque o mundo está cheio de armadilhas. Mas não fique cego para o bem que sempre existe.

Em toda parte, a vida está cheia de heroísmo. Seja você mesmo. Sobretudo, não simule afeição e não transforme o amor numa brincadeira, pois, no meio de tanta aridez, ele é perene como a relva.

Aceite, com carinho, o conselho dos mais velhos e seja compreensivo com os impulsos inovadores da juventude.

Cultive a força do espírito e você estará preparado para enfrentar as surpresas da sorte adversa.

Não se desespere com perigos imaginários: muitos temores têm sua origem no cansaço e na solidão.

Ao lado de uma sadia disciplina conserve, para consigo mesmo, uma imensa bondade – ou, seja gentil com você mesmo.

Você é filho do universo, irmão das estrelas e árvores, você merece estar aqui e, mesmo se você não pode perceber, a terra e o universo seguem cumprindo o seu destino.

Procure, pois, estar em paz com Deus, seja qual for o nome que você lhe der.

No meio do seu trabalho e nas aspirações, nos ruídos e confusões na jornada pela vida, conserve, no mais profundo do seu ser, a harmonia e a paz.

Acima de toda mesquinhez, falsidade e desengano, o mundo ainda é bonito.

Caminhe com cuidado, faça tudo para ser feliz, e partilhe com os outros a sua felicidade.







Pequenos textos,
grandes significados

domingo, 18 de julho de 2010

O Paradoxo de Nosso Tempo




O Paradoxo de Nosso Tempo
(Original: The Paradox of Our Age, by Dr. Bob Moorehead)


Dr. Bob Moorehead é ex-pastor da Igreja Cristã Overlake de Seattle, EUA. Ele se aposentou em 1998 após 29 anos no cargo. Este seu texto consta do “Words Aptly Spoken”, da Igreja, datado de 1995, e é parte da coleção de orações, homilias e monólogos usados em seus sermões e transmissões de rádio. O texto, “O paradoxo de nosso tempo” (The Paradox of Our Age), é bastante divulgado na net, em partes ou completo, em versões e/ou traduções semelhantes e é sempre apresentado como um convite à reflexão, sobre a ordem de valores da vida moderna. Nas postagens mais antigas, ele aparece creditado ao comediante norte-americano George Carlin, e não ao ex-pastor Bob Moorehead, seu autor. É bastante difundido porque a maioria dos leitores gosta, mesmo quem o lê pela 2ª vez. Alguns o depreciam pela generalização, e não fogem à regra, porque um paradoxo, grosso modo, é o oposto do que alguém pensa ser a verdade. Ou seja, um texto escrito para questionar. ¹Kierkegaard, dizia que: “o paradoxo é a paixão do pensamento”. Há ainda outros que preferem dizer que esse texto é uma verdadeira lenda urbana.

Confira:

O paradoxo do nosso tempo é que...

Temos prédios mais altos, mas paciência curta; rodovias mais largas, mas pontos de vista mais estreitos; nós gastamos mais, mas possuímos menos; compramos mais, mas desfrutamos menos.

Temos casas maiores e famílias menores, mais conveniências e menos tempo; nós temos mais diplomas, mas menos, bom senso; mais conhecimentos, mas menos juízo; mais especialistas e ainda mais problemas, nós temos mais objetos pessoais, mas menos satisfação, mais medicina, mas menos bem-estar.

Nós bebemos demais, fumamos demais, gastamos sem critérios, dirigimos rápido demais, ficamos muito irritados, ficamos acordados até muito mais tarde, acordamos muito cansados, lemos muito pouco, assistimos TV demais e raramente estamos com Deus.

Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos seu valor. Nós falamos demais, amamos raramente, nos aborrecemos freqüentemente. Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa vida e não vida aos nossos anos.

Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.

Fizemos muitas coisas maiores, mas nem sempre melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; Escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.

Aprendemos a nos apressar e não, a esperar. Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos menos.

Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias. Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados. Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, dos cérebros ocos e das pílulas "mágicas".

Um momento de forte apelo visual e muito pouco por dentro.

Uma Era que leva você a ler esse texto, e uma Era que te permite compartilhar essas palavras ou de simplesmente clicar em ‘delete’.


Veja esse depoimento de ²Deni Belotti...

- Quando li este texto pela primeira vez eu era um executivo de multinacional que havia decidido que a carreira era a coisa mais importante. E justificava esta decisão com o argumento de que, como provedor, era minha responsabilidade garantir conforto a minha família e sólida formação acadêmica aos meus filhos. Mentira. Eu gostava mesmo era do status que o chamado mundo corporativo fornecia. Salas e salários cada vez maiores, celulares e computadores cada vez menores, vagas exclusivas para estacionar carros importados fornecidos como benefício. Dei algumas voltas ao mundo. Estive em 42 países. Conheci gente de praticamente todas as nacionalidades. Negociei em diversos idiomas e ambientes culturais. Aguardei vôos de ‘Executive & First Classes’ nas mais aconchegantes salas VIP do mundo. Logo que a tecnologia viabilizou a conexão via satélite passei a carregar um telefone Iridium (se você sabe o que é, esta lembrança diz muito a seu respeito…). Hotéis de luxo eu costumava selecionar pelo número de fios egípcios da composição dos seus lençóis e restaurantes românticos pela beleza das flores frescas sobre a mesa. Estive não poucas vezes em Paris… sozinho. Em Veneza, dezenas de vezes… sozinho. Em Copenhagen… sozinho. Na Toscana… sozinho. Na pura neve sueca… sozinho. Nos lindos fiordes noruegueses… sozinho. E cada vez que me lembrava deste texto, o achava um texto babaca. Alguns casamentos e divórcios mais tarde… filhos crescidos e bem formados no exterior, tão longe do meu cuidado e influência pessoal que sequer consigo ver traços que não os que foram transferidos pela genética… a vida solitária de cidadão do mundo que (quase) exterminou minha capacidade de criar raízes… e… a inseparável sensação de vazio que me acompanha desde a adolescência foram paradigmas poderosos que ontem… mais uma vez… sozinho num quarto de hotel…
foram ressuscitados pela releitura deste texto. Estou chegando aos 50 anos. Faltam poucos meses. Espero chegar aos noventa. Tenho mais quarenta pela frente. Errei. Errei muito. Tomei atalhos. Iludi e fui iludido. Enganei-me e fui (muito) enganado. Fui ingênuo. Menti. Pra mim e pra muita gente. Chega. Acabou. A vida sem dúvida passa por colecionar projetos de sucesso… mas tem de ser mais que isso. Decidi que quero viver. Quero só viver a vida… intensa… bela… cheia de graça… aventura… surpresa… alegria… amor… paixão… pele… muita pele… cheiros… sabores… sol e lua… chuva… mar… vento e brisa… amigos… amigos… tenho tão poucos… quero mais… quero novos… quero outros… quero fazer (só) o que gosto… e finalmente fazer dinheiro tão somente através da simples alegria de contribuir pra que pessoas sejam mais felizes… quero compor canções de amor… quero tocar meu piano… quero cozinhar pra quem amo… quero amar profundamente… quero andar de mãos dadas e dedos cruzados… passear só por passear…sem destino…quero rir…quero chorar de saudades…chegou a hora das relações de verdade…da caminhada leve… tranquila… alegre… divertida… do compartilhar de almas… da fusão de sentimentos… da unificação de corações… chegou a hora de eu me amar… muito… e de sussurrar EU TE AMO… muito… e diariamente… no ouvido de quem amo… até que as luzes da vida se apaguem… e não haja mais nada que eu possa fazer…


Tempos de transição...
Coloquei este texto aqui porque gosto muito de sua composição. Ele resume alguns dos grandes problemas de nosso tempo, e os descreve num rol sequenciado por justaposições. Mas, na verdade e sem polemizar, acredito mesmo que, historicamente, o mundo sempre muda pra melhor, e todas as suas grandes mudanças, passaram por fases de transição e por isso, acredito também, que nessa Era estamos nos adaptando e vivendo uma fase transitória.



Pequenos textos,
grandes significados












Referências:

¹Kierkegaard (1813-1955): teólogo e filósofo dinamarquês do século XIX.
http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%B8ren_Kierkegaard

²Deni Belotti – Pastor, escritor e conferencista nas áreas de Liderança e Marketinghttp://www.denibelotti.com.br/2010/01/o-paradoxo-do-nosso-tempo/


Para saber mais:

Em inglês:http://www.snopes.com/politics/soapbox/paradox.asp
ou,http://www.trans4mind.com/counterpoint/moorehead.shtml

Em português:http://christianrocha.wordpress.com/2005/01/07/o-paradoxo-de-nosso-tempo/